segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Válvulas, circuitos e outros

Trago nesse post alguns livros que achei na internet e um que recebi de contribuição de leitor, são três manuais de válvulas, um guia de equivalência de transistores, diodos e CIs e um com circuitos.
Adicionei também uma tabela de transistores que saiu nas edições da Nova Eletrônica que pode ser baixada no post da revista.










domingo, 27 de novembro de 2016

Revistas

Substitui algumas edições que estavam faltando páginas, a edição 231 da Monitor de Rádio e TV eu fiz um pequeno acerto em algumas páginas que estavam fora de ordem e retirei uma página duplicada.

Recebi mais duas edições da Aprendendo e Praticando Eletrônica, agora só falta a edição 73 para completar a coleção, quem tiver essa edição e quiser contribuir é só entrar em contato pelo e-mail que está no blog.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Revista

Quero avisar os leitores que as revistas Elektor ainda vai demorar um pouco para serem postadas no blog, eu já acertei metade das edições e fiz os uploads.

Também quero informar que só faltam três edições da Aprendendo e Praticando Eletrônica para completar a coleção, se alguém tiver essas edições e quiser contribuir é só entrar em contato através do e-mail que está no blog.

Grundig Satellit Amateur 210



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Dica de componente para receptor

Essa é uma dica pra quem retira os componentes das placas para reaproveitar nas montagens e gosta de montar receptores.



domingo, 9 de outubro de 2016

Revistas Elektor




Nesse período em que eu estava em contato com o pessoal da revista Elektor para que fosse permitido que eu disponibilizasse as edições da revista da década de 1980 aqui no blog eles aproveitaram para oferecer um desconto para os leitores do blog que tem interesse em fazer uma assinatura na revista digital.

É um desconto de 50% no valor para assinaturas Green membership que dá direito a seis edições da revista digital, acesso aos arquivos Elektor e aos arquivos Gerber referentes aos projetos publicados e que vocês podem acessar por esse link, basta você digitar o código do desconto PICCO16 no link "Do you have a coupon code". Essa promoção é válida até 30 de novembro de 2016.

Para quem quer ter acesso a esquemas e materiais de primeira qualidade essa é a oportunidade ideal.

Sony Mod. TR-1300



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Revistas

Quero agradecer a todos pelo apoio em relação ao espertinho do mercado livre e dizer que esse não foi o primeiro caso de gente se aproveitando das revistas postadas aqui no blog e dizer também que essas pessoas só fazem isso porque ainda tem gente que não conhece o blog, por isso eu peço novamente o apoio de vocês para que compartilhem o link do blog em seus grupos e redes sociais para que mais pessoas conheçam o blog, infelizmente eu tive que apagar minha conta no facebook que criei somente para fazer uma propaganda do blog nos grupos de eletrônica porque não consegui me controlar, não estava conseguindo fazer outras coisas em casa a não ser ficar logado no facebook.

Também queria agradecer aos leitores que recentemente me enviaram edições novas para adicionar no blog.

E para comemorar a marca de um milhão de visitas que o blog provavelmente irá atingir nessa próxima semana eu tenho uma boa notícia para informar a vocês, a duas semanas eu entrei em contato com a central das revistas Elektor na tentativa de receber uma permissão para que eu possa disponibilizar as edições publicadas no Brasil entre julho de 1986 a fevereiro de 1989 sem ter problemas com diretos autorais e a resposta foi positiva, para compensar eu vou fazer uma pequena propaganda postando dois links que eles indicaram no post da revista, vai demorar um pouco pois quero fazer um tratamento nas imagens porque estão meio apagadas, como eu digitalizei essas revistas sem muita experiência, na época, não configurei direito o scanner então eu só vou desmontá-las, melhorar as imagens e montar novamente, não é um trabalho difícil, mas demorado, por isso só vou postar quando tiver todos os links prontos, espero que gostem dos resultados.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Revistas

Quero informar aos leitores do blog que a revista Aprendendo e Praticando Eletrônica número 83 que foi adicionada ontem tinha um problema nas páginas, a partir da metade dela estava de ponta cabeça e de trás pra frente, algumas páginas pode parecer que estão faltando, mas ela está completa.

domingo, 28 de agosto de 2016

Revista do Instituto Universal Brasileiro




Publicação mensal lançada em junho de 1984 pela editora IUB Editorial Ltda., que até então era uma escola por correspondência, foi publicada até o número 72.


01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
71 72


Eletrônica Passo a Passo [Coleção Completa]




Tenho poucas informações sobre essa publicação. Publicada mensalmente pela editora Abril a partir de 1984 teve 52 exemplares.


01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
51 52

domingo, 21 de agosto de 2016

Mais revistas

Nessa semana eu recebi algumas contribuições que adicionei no blog nesse final de semana juntamente com algumas edições que digitalizei no meio da semana, destaque para a revista Radiotécnica que até então não tinha nenhuma edição postada na internet, o link está na lista de revistas na barra lateral.

Estou fazendo umas mudanças nos posts das revistas que eu queria ter feito desde que usei essas tabelas para disponibilizar os links das edições, já que os posts sempre terão links fixos então porque não adicionar uma imagem da capa da revista com sua história? Eu já tinha feito umas pesquisas na internet e nas próprias edições sobre as histórias das revistas, boa parte das informações que encontrei na internet foi nesse post do blog do Rodrigo, inclusive ele está fazendo os índices das revistas, muitas já estão prontas e disponíveis no post citado.
Comecei fazendo essa mudança nesse post da revista Radiotécnica e aos poucos vou fazendo com todas elas, assim quem for baixar, além de ter um exemplo de uma capa vai conhecer um pouco mais sobre cada revista. Tem muitas revistas antigas que não consegui informações, portanto quem souber de alguma informação é só deixar um comentário.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Revistas

Adicionei um link de um site com a coleção completa das revistas italianas Nuova Elettronica, é uma coleção fantástica com ótimos circuitos, recomendo a todos a baixarem uma cópia da coleção.
Essa revista não tem muitas propagandas porque a ideia principal era lucrar com a venda dos kits dos esquemas publicados, o único inconveniente era que a partir de um número ela passou a omitir os desenhos das placas, mas alguns projetos ainda são possíveis de achar o desenho pois eram publicados em outras revistas como a francesa Electronique et Loisirs que é possível achar algumas edições para download na internet.
Eu tenho no blog alguns livros dessa série, são basicamente resumos do que tem nas revistas, mas me parece que tem algumas informações adicionais.

Adicionei também um índice das revistas Monitor de Rádio e TV organizado pelo meu amigo e leitor do blog Luiz Antônio Grillo que fez a gentileza de me enviar uma cópia em pdf para que eu compartilhe com os leitores, os links estão no post da revista logo abaixo dos números.

E também se tudo ocorrer bem vou começar a digitalizar as revistas que tenho aqui em papel na próxima semana, vou começar pelas revistas que tenho poucas edições pois algumas já estão com as folhas quebradiças e depois as edições da Saber Eletrônica, que são maioria. Por último vou digitalizar algumas edições repetidas que tenho como algumas Nova Eletrônica para substituir alguns arquivos que não estão com uma qualidade boa. Para quem me acompanha no canal do youtube em um dos últimos vídeos que fiz sobre organização de componentes aparece parte das revistas.

domingo, 26 de junho de 2016

Carga ativa para baixa corrente - Atualização

Depois de usar por um tempo a carga ativa de baixa corrente eu decidi substituir o transistor de potência TIP58A por um TIP35, como a corrente de coletor do TIP35 é praticamente o dobro da Ic do TIP58A eu posso ficar mais tranquilo quanto a limitação da corrente da carga, como não tem nenhum tipo de proteção no circuito eu posso usar essa carga até quase 10A sem medo de queimar o transistor.

Outra vantagem do uso do TIP35 em cargas ativas é a relação custo/benefício. Esse tipo de transistor tem um custo muito baixo, ainda é bem fácil achar original e com uma corrente de coletor que pode chegar a 16A(limitado pelo dissipador), sem falar do seu encapsulamento que é bem mais prático do que transistores que usam o encapsulamento TO3, por isso pretendo também modificar a carga ativa para 20A que montei e substituir os 2N3773 pelos TIP35 futuramente.

Abaixo o vídeo que fiz da substituição e teste da carga.




Reparem que para uma corrente de até 7A é possível usar o mesmo esquema, mas se for drenar mais corrente o resistor de emissor(R2) deve ser trocado por um de 10W ou mais.

sábado, 4 de junho de 2016

Livros e Revistas Diversas

Essas edições são algumas contribuições de leitores que recebi recentemente, destaque para o livro de dial de receptores antigos.

Obrigado aos leitores que me enviaram essas edições.





Dial de receptores antigos

sábado, 16 de abril de 2016

Fonte de alimentação 12V x 10A

Eu tinha montado uma fonte de 10A usando dois MJ15003 na saída, mas as ligações internas estavam meio bagunçadas esteticamente falando e depois de apresentar um pequeno problema eu resolvi refazer a fonte usando TIP35 no lugar dos MJ15003.

Minha intenção era colocar o dissipador dos transistores de passagem dentro da caixa, como eu tinha um dissipador ideal para essa montagem resolvi fazer, mas desta vez com algumas modificações no esquema do artigo original.

No vídeo abaixo eu mostro como estava as ligações na fonte antes de desmontar, é bom deixar claro que a fonte estava funcionando bem e os MJ15003 usados na saída são muito bons e mais fáceis de achar o original do que o 2N3055 ou MJ802.




Os pontos comuns era nos terminais dos capacitores de filtro, eu precisava organizar melhor as coisas, desenhar uma placa para a etapa de potência (capacitores de filtro, transistores de passagem com suas respectivas resistências de emissor) e para a etapa de controle (CI e driver).

A placa da etapa de potência ficou bem grande, eu queria colocá-la deitada, mas não deu, então resolvi colocar a placa de pé com os transistores de passagem do lado oposto aos capacitores do filtro, eu não usei mica para isolar os transistores do dissipador, portanto ali tem o mesmo potencial do positivo do capacitor de filtro, por isso precisei isolar o dissipador da carcaça da fonte. O uso de mica diminui um pouco o acoplamento térmico entre o transistor e o dissipador, por isso prefiro isolar o dissipador a usar mica, fiz a mesma coisa com a ponte retificadora.

Na placa da etapa de controle eu adicionei uma ponte retificadora e um capacitor eletrolítico na alimentação do CI regulador, a tensão mínima recomendável para alimentar o CI é 12V(40V máx.), com isso a tensão de alimentação ficou dentro da faixa variando de 26,3V sem carga e 21,2V com carga máxima.

A placa ficou bem pequena como pode ser visto na foto abaixo:


O tamanho da placa ficou com 9,5 x 5 cm, eu diminui o tamanho do dissipador do driver porque não tem muita necessidade um dissipador grande, o driver quase não esquenta e isso em carga máxima.


O vídeo da fonte finalizada e fazendo o teste da carga está logo abaixo:





Eu fiz algumas medidas de tensão em alguns pontos do esquema para analisar melhor o funcionamento do circuito, é possível notar que a tensão de saída ficou bem estável, eu queria ter um osciloscópio para poder ver a forma de onda e ver também a variação do ripple em função da carga.


Núm. Local 0A 1A 3A 5A 8A 10A
4 Saída 12,5V 12,5V 12,5V 12,49V 12,48V 12,48V
3 Base Q1 13,59V 14,52V 14,76V 14,97V 15,34V 15,58V
2 Emissor Q1 13,05V 13,28V 13,5V 13,7V 14,05V 14,28V
1 Coletor Q1 26,7V 25,3V 23,6V 22,3V 20,6V 19,5V
5 Vcc do CI 26,3 25,2V 24V 22,9V 22V 21,2V


O número na primeira coluna são os pontos equivalentes no esquema da fonte que pode ser visto na imagem abaixo:



A lista de componentes segue abaixo:

B1 - 15A x 100V [Ponte retificadora]
B2 - 1A x 100V [Ponte retificadora]
CI1 - LM723
Q1 - TIP142
Q2, Q3, Q4, Q5 - TIP35

R1 - 120R x 25W
R2, R3, R4, R5 - 0,1R x 5W
R6 - 0,055R x 10W (ver texto)
R7 - 1k x 1W
R8 - 2,2k x 1/4W
R9 - 3,3k x 1/4W
P1 - 1K

C1 - 24.700µ x 50V (ver texto)
C2, C4, C9 - 100n
C3 - 1.000µ x 35V
C5, C7 - 10n
C6 - 470p
C8 – 100µ x 25V

T1 - Primário 110/220V -- Secundário 18V x 10A
F1 - 1,5A
S1 - Chave 3A
FL1 - Filtro de rede 2A x 240V


Os pontos A e B são os sensores de corrente e devem ser ligados em paralelo ao resistor sensor por meio de fios, o sensor de tensão(ponto C) deve ser conectado diretamente no borne de saída.

O capacitor de filtro é composto por dois capacitores de 10.000µ e um de 4.700µ, ambos com 50V, a resistência R6 sensor de corrente é composta por quatro resistores de 0,22R x 5W, para calcular o valor desse resistor em função da corrente máxima de saída basta usar a fórmula R = 0,65/I, onde I seria a corrente máxima na saída antes de limitar a corrente. No meu caso o resistor R6 tem um valor de 0,055R limitando a corrente em 11,8A aproximadamente.

Os capacitores C8 e C9 e os resistores R6 e R7 foram colocados em uma placa junto aos bornes de saída da fonte, coma exceção de R6, esse é o local ideal para os capacitores da saída, no próprio borne de saída.


Observações e dicas


Em função da outra montagem eu notei uma melhora na estabilidade de tensão depois de fazer a ligação da alimentação do CI independente, mas de acordo com as medições é possível notar que conforme aumentava a carga, a tensão de coletor do driver diminuía enquanto que a tensão de saída do regulador aumentava para compensar a queda, podendo verificar aí uma limitação. É possível melhorar isso usando uma tensão estabilizada para a placa de controle e para o transistor driver, essa variação não vai afetar o circuito de controle melhorando ainda mais a estabilidade da saída. Devido às perdas nas junções dos transistores é preciso uma tensão de pelo menos 20V para alimentar a placa de controle e o transistor driver. Caso a placa de controle for alimentada por uma tensão independente o negativo da placa deve ser ligado junto ao negativo da etapa de potência.

Em montagem de fontes desse tipo é preciso separar as etapas de alta e baixa potência para que o funcionamento seja melhor, todas as conexões devem ser bem feitas para reduzir as perdas e evitar qualquer problema, principalmente as conexões de maior corrente, sempre que possível fazer as conexões mais curtas possíveis. Nessa montagem eu tive esse problema e quase perdi um regulador achando que o problema estava nele, eu notei o mau contato quando percebi que o cabo que saia do positivo da ponte retificadora estava bem quente e quando fui mexer nele percebi que estava solto no conector.

A ligação dos três fios sensores através de fios finos e não por meio de trilhas na placa funciona melhor. Devido ao seu baixo valor, a resistência sensor pode ser feita conectando duas ou mais resistências em paralelo, melhorando assim a dissipação de calor. É preciso definir um ponto de negativo comum para que não haja loops de terra, no vídeo eu mostro o negativo comum que fiz na placa de potência, dali sai um fio para o borne da saída, um fio para o negativo da placa de controle e um fio para o negativo da ponte retificadora.
   
Essa fonte só possui limitação de corrente, não possui proteção contra sobretensão, para isso é possível usar o circuito crowbar igual a esse exemplo abaixo:





Circuitos crowbar trabalham de duas formas básicas em função do tipo de fonte:

 - Fontes com limitação de corrente o circuito é usado na saída da fonte, que quando atuado cria um curto na saída fazendo a limitação de corrente da fonte entrar em ação reduzindo a tensão da saída;

 - Fontes sem limitação de corrente o circuito crowbar deve ser ligado em paralelo ao capacitor de filtro da fonte fazendo com que rompa o fusível do primário quando o circuito crowbar entrar em ação, nesse caso é muito importante que use o cálculo para determinar o fusível do primário em função da potência máxima do transformador.
   
Eu costumo usar a lei de ohms para calcular o fusível do primário, por exemplo, o transformador que usei tem um secundário de 18V x 10A, portanto 180W, para calcular a corrente no primário basta dividir a potência pela tensão, no meu caso 125V que dá 1,44A, como não é um valor comercial é escolhido um valor superior mais próximo ao resultado, no caso 1,5A. Dê preferências aos fusíveis de partida rápida que são aqueles que possuem um fio e não uma “chapinha” como os de partida lenta.
É importante que para ambos os tipos de fontes, deve escolher um SCR com uma corrente um pouco superior a corrente de saída da fonte, lembrando que SCRs para correntes maiores necessitam de uma corrente maior de acionamento, por isso esse circuito usa um transistor para acionar o gate do SCR.

Alguns circuitos crowbar usam um fusível na linha de alimentação, assim quando entra em ação, o curto faz o fusível romper, o problema é a conexão do fusível, para correntes grandes vai ter uma perda nos terminais do fusível por causa do contato, terá aquecimento em função do mau contato e mesmo assim a fonte tem que ter limitação de corrente, pois até o fusível se romper vai ser tempo suficiente para danificar os transistores de saída.

De acordo com o datasheet do CI é possível reduzir a tensão de ripple da saída adicionando um capacitor eletrolítico de 4,7µ desacoplando o pino 5 do CI, talvez eu adicione futuramente esse capacitor, também em relação ao datasheet é bom lembrar que entre o terminal 2 do CI até o resistor sensor tem um outro resistor de 1K, talvez para limitar a corrente no pino 2, é preciso experimentar e se não modificar o valor da limitação de corrente é muito importante adicionar, eu vou fazer a modificação na minha fonte.


Como alterar a corrente de saída da fonte


Esse circuito é o mais básico usando 723 e é possível alterar o valor da corrente de saída da fonte fazendo algumas modificações.

A ponte retificadora deve ter uma corrente mínima de 2x a corrente de saída desejada usando como referência 2000µ/A para o capacitor de filtro. Quando a fonte é ligada, a corrente de pico de carga nos capacitores de filtro é bem alta, quanto maior o valor do capacitor, maior é a corrente e quem segura toda essa corrente é a ponte retificadora, portanto se usar mais de 2000µ/A é bom aumentar mais que 2x a corrente da etapa de retificação.

Para o valor do capacitor de filtro pode usar o padrão descrito acima 2000µ/A sempre usando uma resistência de carga e um capacitor cerâmico de 100n em paralelo.

Para os transistores de passagem, eu costumo usar sempre componentes a mais do necessário para não esquentar tanto, quando se usa transistores 2N3055 normalmente é usado um para cada 3,3A, mas existem esquemas por aí que usam um transistor para cada 5A, nesse caso eles esquentam bastante, por isso quando for escolher um transistor de passagem não aconselho usar correntes maiores do que 5A para cada transistor, para que fique uma montagem robusta usar sempre uma corrente mais baixa em cada transistor. Lembrando que se for usar 5A/transistor é bom caprichar bastante no dissipador. Os resistores de emissor têm um valor fixo independente da corrente máxima de saída da fonte, até 5A para cada transistor usar um valor de 0,1R x 5W.

O resistor sensor de corrente pode ser calculado de acordo coma fórmula que passei mais acima, a potência pode ser calculada usando a lei de ohms, é bom sempre usar o dobro da potência calculada como mínimo. Como o valor calculado é diferente dos valores comerciais, é possível fazer associações de resistores em paralelo usando resistores de baixo valor como fiz nessa fonte usando quatro resistores de 0,22R em paralelo.

Usando um transformador com dois secundários, a corrente do secundário que vai alimentar a etapa de controle junto com o coletor do driver terá que ser calculada com base na quantidade de transistores de saída e da corrente de alimentação do CI e se caso for adicionar algum ventilador para melhorar o resfriamento interno. A corrente de consumo do CI é muito baixa, mas pode chegar a 150mA, a corrente necessária para alimentar o pino 11 e o coletor do transistor driver pode ser calculado usando a fórmula abaixo:

Itr = Ic/Hfe

onde:

Itr é a corrente necessária para excitar um dos transistores de passagem;
Ic é a corrente de coletor de cada transistor de passagem;
Hfe é o beta do transistor de passagem.


Por exemplo, para uma fonte de 35A que usa 8 MJ15003 nas saídas e cada transistor possui um Hfe mín. de 25 a corrente do driver terá:

35/8 = 4,375A por transistor

4,375/25 = 0,175A de corrente de base para cada transistor

0,175x8 = 1,4A de corrente no coletor do transistor driver para excitar os 8 transistores de saída.

Sendo assim é só somar a corrente dos transistores de passagem(1,4A) mais a corrente do CI(0,15A) e caso for adicionar algum ventilador somar as correntes, sempre considerar alguma tolerância no valor final calculado para não trabalhar no limite, acredito que algo entre 200 a 300mA a mais de tolerância seja suficiente.

Seguindo essas regras básicas é possível montar uma fonte para qualquer corrente de saída.

sábado, 26 de março de 2016

Mais um ano de Blog no ar

Nesse mês o blog completa mais um ano no ar, já são sete anos no ar e se tudo seguir bem espero estar comemorando oito anos em 2017.

Quero deixar aqui meu agradecimento a todos que visitam meu blog e em especial aqueles leitores que contribuem para que possamos completar as coleções de revistas brasileiras.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Amplificador com TDA2005S - Autorrádio Bosch Volksline




Esses autorrádios eram muito comuns na década de 1990 e eram original em alguns carros da Volks como o Gol quadrado, eu tinha um aqui e não ia usá-lo então resolvi desmontar para aproveitar os componentes em minhas montagens.
O ponto positivo é que algumas placas são modulares como o amplificador de áudio que pode ser reaproveitado a placa inteira.
Esses autorrádios  possuem quatro canais e o fabricante usou o CI TDA2005S para cada par de canal, de acordo com o datasheet esse CI tem uma saída de 10W por canal usando uma carga de 2 ohms.
Sendo assim a única coisa que faltou fazer é descobrir as ligações de entrada/saída e alimentação já que a placa é conectada a placa principal por meio de terminais.

A foto da placa do amplificador segue abaixo.




A placa é bem pequena e mede 42 x 42mm e não tem muito segredo para descobrir as ligações, basicamente é só ver a pinagem do CI no datasheet e seguir até a pinagem, tem um pino(pino 4) que digamos foi um pouco mais "difícil" de descobrir, mas vendo os esquemas no datasheet ficou fácil saber do que se trata, portanto o pino 4 vai ligado ao GND da alimentação, o esquema com as ligações e os valores dos componentes segue abaixo pra quem quiser reaproveitar esse amplificador em alguma montagem.




Acredito que muitos autorrádios da marca Bosch parecido com esse como os FIC também usam esse mesmo circuito, mas é preciso confirmar.

Aproveitei para fazer um vídeo do teste.




Outra placa que também é possível reaproveitar em montagens são os controles de graves e agudos, mas essa fica para um próximo post.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Revistas Bê a Bá da Eletrônica (Completa??)

Caros leitores, recentemente eu recebi algumas contribuições do leitor José Geraldo da referida revista e de acordo com o blog Pakéquis que fez um post contando a história das revistas de eletrônica lançadas no Brasil acredito ter completado mais essa coleção, o problema é que as revistas editadas pelo mestre Bêda Marques acabaram de uma hora pra outra e para ajudar ainda mais não possuem nenhuma referência de data e/ou informação quanto ao término das revistas, por isso fiz esse post para perguntar a vocês, leitores, se alguém tem ou conhece mais algum número da revista Bê a Bá da Eletrônica(além das 32 edições que está no blog) para que eu possa dar como completa a coleção.

Qualquer informação que vocês puderem me passar a respeito eu agradeço.

Quero aproveitar também para agradecer ao leitor José Geraldo pelas contribuições que ele vem me enviando para disponibilizar aqui no blog.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Receptor regenerativo de alta performance para a faixa dos 40m e 80m [Partes 2 e 3]








Calor transportado por 1 metro esfria chips a distância


Ilustração artística do calor quanticamente limitado transportado por longas distâncias usando fótons de micro-ondas.



Transporte de calor

Em um avanço marcante em física, pesquisadores da Universidade de Aalto, na Finlândia, conseguiram transportar o calor com eficiência máxima a uma distância 10.000 vezes maior do que a que já havia sido conseguida. Isso significa que o aparato de dissipação de calor pode ficar distante do local onde o calor é gerado - o dissipador e o exaustor podem ficar longe do processador, por exemplo.

Além disso, a técnica permitirá a utilização de metais comuns juntamente com supercondutores, tudo no mesmo chip, o que dará um novo impulso à construção de processadores quânticos, nos quais o calor é sinônimo de "ruído", que faz os qubits perderem seus dados. E inúmeras outras aplicações são possíveis.

"A longa distância alcançada pelos nossos experimentos pode, por exemplo, levar à construção de motores de calor mesoscópicos de eficiência total, com promissoras aplicações práticas," disse o professor Mikko Mottonen, cuja equipe já havia tirado proveito de técnicas especiais de resfriamento para criar nós quânticos.

Transmissão de calor a distância

Nos experimentos, o calor foi transmitido com eficiência a uma distância de até 1 metro, uma enormidade para todas as aplicações quânticas e longe o suficiente para permitir aplicações em macroescala. "Para os processadores de computador, um metro é uma distância extremamente longa. Ninguém pensa em construir um processador tão grande," disse Mottonen.

O que é inovador no trabalho é a utilização de fótons - partículas de luz - para transferir calor. Nada exatamente radical, já que são fótons que trazem o calor do Sol para a Terra, mas, até hoje, a tecnologia vinha utilizando elétrons. "Nós conseguimos esta melhoria de quatro ordens de grandeza na distância utilizando fótons de micro-ondas viajando em linhas de transmissão supercondutoras. Assim, parece que a condução de calor quanticamente limitado não tem distâncias máximas fundamentais. Este trabalho estabelece a integração de componentes de metal normal no quadro do circuito de eletrodinâmica quântica, que está na base do computador quântico supercondutor," escreveu a equipe.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Receptor regenerativo de alta performance para a faixa dos 40m e 80m

 

Antena captura luz do Sol e gera eletricidade


Esquema mostra os componentes da rectena, uma antena capaz de capturar a radiação solar e gerar eletricidade.



Rectena

Pesquisadores demonstraram a primeira rectena óptica, um dispositivo que combina uma antena com um diodo retificador para converter luz diretamente em eletricidade. Essencialmente, uma rectena é uma espécie de célula solar, mas operando em um princípio totalmente diferente: em vez de usar o efeito fotoelétrico, as rectenas captam a luz como as antenas captam qualquer onda. E já convertem essa radiação em corrente contínua - daí seu nome, uma junção de antena e retificador.

Feita de nanotubos de carbono multicamadas e minúsculos retificadores, as rectenas ópticas representam uma nova tecnologia para detectores de luz muito sensíveis, como os usados em observações astronômicas, mas dispensando a refrigeração necessária hoje, coletores de energia que reciclam o calor desperdiçado em eletricidade e, finalmente, uma nova maneira de captar a energia solar de forma eficiente.

Mudar o mundo de forma radical

Os nanotubos de carbono funcionam como antenas para capturar a luz do Sol ou outras fontes, incluindo fontes de luz infravermelha, ou calor. Conforme as ondas de luz atingem as antenas, elas criam uma carga oscilante que se move rumo ao retificador embutido. Os retificadores ligam e desligam em velocidades na faixa dos petahertz, rápido o suficiente para cancelar os picos das ondas, criando uma corrente contínua.

"Em última instância, nós podemos construir células solares duas vezes mais eficientes a um custo que é dez vezes menor, e isto para mim é uma oportunidade de mudar o mundo de uma forma radical," disse Baratunde Cola, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos EUA.

Momento perfeito

Apesar do impacto potencial e do aspecto futurista da tecnologia, as primeiras rectenas foram desenvolvidas nas décadas de 1960 e 1970, mas só funcionavam em comprimentos de onda muito curtos. Há mais de 40 anos os pesquisadores vêm tentando tornar esses dispositivos capazes de capturar a radiação visível. Havia muitos desafios, como miniaturizar as antenas para capturar os pequenos comprimentos de onda ópticos, e fabricar um diodo retificador pequeno e capaz de operar rápido o suficiente para interagir com as oscilações das ondas com comprimentos na faixa dos nanômetros.

Os pesquisadores da área só não desistiram em todo esse tempo por causa da alta eficiência e do baixo custo que as rectenas prometem. "Agora era o momento perfeito para experimentar algumas coisas novas e fazer um dispositivo funcional, graças aos avanços na tecnologia de fabricação," disse Cola.

Eficiência

Agora que as rectenas ópticas foram construídas, os pesquisadores poderão se dedicar a aumentar sua eficiência e testar conceitos emergentes, como o download de energia pelo celular. A equipe acredita que pode aumentar a captura de energia por meio de técnicas de otimização, e acredita que uma rectena com potencial comercial pode estar disponível dentro de um ano.

"Sendo detectores robustos e de alta temperatura, estas rectenas podem ser uma tecnologia totalmente disruptiva se pudermos chegar a 1% de eficiência. Se pudermos chegar a eficiências ainda maiores, poderemos aplicá-las às tecnologias de conversão de energia e captação de energia solar," disse Cola.


Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sintetizador CCDB - Revista Nova Eletrônica

Neste post eu trago o artigo do sintetizador CCDB publicado nas edições 55, 56 e 57 da revista Nova Eletrônica que foi digitado e editado pelo leitor J. Jardim e que esqueci de postar devido a problemas com organização dos arquivos no meu pc.

Download

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Primeiro chip óptico reprogramável


Exemplos práticos de circuitos de processamento de sinais criados pela reprogramação do chip fotônico.



Circuito integrado óptico flexível

Quando construíram o primeiro chip fotônico multiuso, os pesquisadores anunciaram que aquele era um passo essencial rumo a um processador fotônico reprogramável, análogo aos atuais chips eletrônicos FPGA.

O objetivo agora foi alcançado, em escala de laboratório, por José Capmany, Ivana Gasulla e Daniel Pérez, da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha. "De forma similar à invenção dos FPGAs eletrônicos em 1985, a disponibilidade em grande escala de chips ópticos programáveis será um passo importante rumo ao processamento ultrarrápido de sinais de banda larga," comentou o professor Jianping Yao, da Universidade de Ottawa, no Canadá, em comentário publicado pela revista Nature a respeito do feito da equipe espanhola.

"Atualmente a velocidade do processamento digital de sinais é limitada pela velocidade de conversão analógico-para-digital (ADC). O chip ADC mais rápido do mundo [fabricado pela Texas Instruments] pode operar a 1 giga-amostra por segundo, o que corresponde a uma largura de banda de 500 MHz. Para um chip óptico programável em larga escala, a banda de processamento pode ser 1.000 vezes mais larga, centenas de GHz," completou Yao.

FPGA fotônicos

FPGA é a sigla de Field-Programmable Gate Array (arranjo de portas programável em campo), um tipo de circuito integrado fabricado para ser configurado pelo projetista após a fabricação - daí o termo "programável em campo" que compõe sua sigla. A empresa pioneira na fabricação de circuitos integrados FPGA, a Altera, foi recentemente adquirida pela Intel por US$16,7 bilhões, o que mostra o valor e a importância futura dos circuitos integrados ópticos programáveis.

"Trata-se de um primeiro passo rumo a uma nova revolução no campo das telecomunicações. Em um futuro não muito distante, disporemos de circuitos integrados fotônicos genéricos, com uma configuração padrão e um núcleo universal, que poderão ser programados conforme necessário. Sendo um chip genérico, não será necessário modificar os processos de fabricação para cada aplicação," disse o professor Capmany.


Fonte: Inovação Tecnológica