segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

O blog agora tem novo endereço

Atenção todos os visitantes do blog, atualizem o endereço em seus links e atalhos, o blog do Picco agora está com novo endereço:

https://www.blogdopicco.com.br

domingo, 16 de dezembro de 2018

Databooks

Muita gente ainda reluta em dar atenção para revistas e livros antigos achando que a tecnologia está ultrapassada, mas isso não é totalmente verdade pois muita teoria ainda é usada, o problema é achar textos tão bem detalhados, é por isso que esses livros e revistas valem a pena dar uma olhada, prova disso são esses databooks com diversos circuitos e excelentes teorias.






sexta-feira, 30 de novembro de 2018

INTEP Bragança Paulista

Para quem é da região fica aí a dica, inscrições abertas para cursos técnicos.


domingo, 18 de novembro de 2018

RCA Applications

Dois ótimos livros com diversos esquemas e informações técnicas sobre circuitos, polarização de FETs e MOSFETs, amplificadores de som, fontes lineares e chaveadas, etc.



quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Problemas com links antigos

Alguns links estão com problemas e não é possível baixar o arquivo devido ser um link antigo do Mediafire, sendo assim devo começar, aos poucos, a troca de todos os links antigos e aproveito para pedir aos leitores que informem por meio de comentários, as edições com problemas para que eu possa arrumar primeiro pois ainda não são todos links com problemas.

Também quero aproveitar para avisar que já arrumei os links que foram reportados erros no download.

Para quem está tendo dificuldades em fazer o download, experimente fazer a limpeza dos coockies e arquivos temporários do navegador, normalmente o problema está aí.


sábado, 3 de novembro de 2018

Carga ativa para baixa corrente - Atualização no circuito

Estou para montar outra carga ativa com algumas melhorias no circuito, mas antes de terminar eu resolvi testar algumas modificações na minha carga ativa de baixa corrente que já estava montada.

Para quem não conhece o esquema, acesse aqui o artigo original com o esquema e a montagem.

Fiz duas modificações, substituí o transistor driver(Q1) pelo darlington TIP122, assim não necessita de tanta corrente na base para fazer ele excitar o Q2, não é necessário dissipador, mas se alguém quiser usar algum dissipador pequeno é até melhor.

A outra modificação foi a substituição do resistor R1 por um circuito de corrente constante usando o LM317(fig. 1), dessa forma a limitação de corrente não afeta a tensão na base do driver(Q1) fazendo com que a drenagem de corrente pela carga ativa inicie bem antes no ajuste do potenciômetro. É bom ressaltar que o transistor driver pode ser qualquer darlington de potência, consulte o datasheet do transistor para ver qual é a corrente máxima suportada pela base para que possa fazer o cálculo do circuito de corrente constante pouco abaixo da corrente máxima da base, é muito importante seguir os parâmetros do datasheet do transistor usado para não danificá-lo.


Fig. 1


Para finalizar, segue uma foto do circuito com a modificação(Fig. 2), como é possível ver, não foi preciso fazer muitas adaptações pois a pinagem do TIP122 bate com a pinagem do BD135 e o circuito de corrente constante não aquece podendo usar dois fios para a ligação no lugar do resistor.

Fig. 2

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Fonte de alimentação 13,8V x 30A [Parte 1]

Nesse post eu vou detalhar a montagem de uma fonte de alimentação de 13,8V x 30A para uso em transceptores para a faixa dos 11m (PX) ou para as faixas destinada ao radioamadorismo.

Vou separar em algumas partes para não ficar uma postagem grande e também porque estarei fazendo essa montagem aos poucos, portanto vai demorar um pouco para terminar a montagem, mas fiquem tranquilos que o esquema será publicado na próxima parte.

- Características da fonte

Tensão de saída: 13,8Vdc
Corrente máx. de saída: 30A
Proteção contra sobre tensão
Proteção contra curto na saída (Limitação de corrente)

O esquema dessa fonte foi baseado no mesmo esquema da fonte de 12V x 10A que montei, mas com algumas pequenas modificações na etapa de controle para melhorar a estabilidade térmica do CI regulador e também adicionei algumas cargas em alguns pontos para que não haja muitas flutuações na tensão contribuindo também para melhora na estabilidade de tensão e durabilidade do circuito.

O circuito é dividido em duas partes, a etapa de potência que corresponde ao transformador, diodos retificadores, capacitores eletrolíticos usados na filtragem, transistores de passagem e seus respectivos resistores de emissor, o resistor sensor da limitação de corrente e os MOSFETs usados no circuito de proteção contra sobre tensão, o restante, com a exceção do filtro de linha, é a etapa de controle.

O transformador(Fig. 01) foi patrocinado pela Toroid do Brasil, que vocês podem comprar o mesmo transformador usado nesse circuito ou pedir qualquer outro com as características que vocês desejarem.


Fig. 01


As características do transformador é:

Primário: 0V - 127V - 220V
Secundário: 20V x 30A [600VA]


Fig. 02


Para a etapa de retificação vou usar uns diodos retificadores de máquina de solda(Fig. 03) que comprei no ferro velho(tive sorte de chegar no ferro velho e de cara a máquina de solda que acabara de ser desmontada), ainda não consegui identificar o diodo para ler o datasheet, mas pelo que pesquisei, esse tipo de encapsulamento é usado em diodos de pelo menos 100A, só espero que não trabalhem numa tensão muito baixa, vou desmontar e limpar para tentar identificar e deixar pronto para a montagem. Se você não tem uns diodos como esse para usar pode usar diodos de alternadores de carros que são bem baratos e fáceis de achar em auto elétrica, de preferência para correntes superiores a 60A por diodo devido ao alto valor da filtragem.



Fig. 03


Na filtragem é bom usar pelo menos 2.000uF/A, assim, para 30A teria uma filtragem mínima de 60.000uF. Evite usar um único capacitor de valor alto para a filtragem, dessa forma o calor gerado no interior do capacitor ajuda a secar o eletrólito aumentando a ESR do capacitor que vai, com isso, reduzir sua vida útil, para resolver esse problema é preciso usar mais de um capacitor em paralelo, em vez de usar um capacitor de 60.000uF, use seis capacitores de 10.000uF ou quatro de 15.000uF, dessa forma a temperatura no interior deles será menor por vai ser distribuída entre eles, em teoria quanto mais melhor, mas na prática não é possível usar muitos devido ao espaço.

Como transistor de passagem optei por usar o TIP35 não só pelo seu encapsulamento, mas por causa do dissipador que tinha disponível, mas nada impede de você usar os transistores de metal(TO-3) que possuem uma melhor dissipação. Vou usar dez transistores TIP35 sendo que cada um será encarregado de conduzir 3A, assim a dissipação vai ficar bem distribuída reduzindo o calor interno.

A caixa de ferro usada na montagem será adaptado em um gabinete de computador, bem barato e fácil de achar, tem bastante espaço para colocar todo o circuito dentro e também tem locais para adicionar ventiladores para resfriar o circuito.







Na próxima parte eu vou postar o esquema e a lista de componentes assim como uma breve explicação do circuito.


Quero deixar meus agradecimentos a Toroid do Brasil pelo patrocínio do transformador, ao Ademir Freitas Machado por ter feito a intermediação desse patrocínio e ao Marcos PY2TKI pelas diversas mensagens trocadas sobre fontes.

domingo, 16 de setembro de 2018

VFO

Montei esse VFO para usar como gerador de RF para a faixa dos 40m, funcionou muito bem e tem boa estabilidade, um requisito que não é tão importante para uso como gerador.

O esquema é esse abaixo:



A saída é através do gate pelo capacitor de 50pF, a lista de componentes segue abaixo para as faixas de 40m e 80m:



Usei um regulador no lugar do zener e do resistor de polarização do mesmo.

O buffer que usei é retirado do site do Miguel e pode ser acessado aqui.

Fiz algumas alterações no projeto original do buffer, não usei o resistor de 22R na alimentação e utilizei algumas gotas de ferrite para separar a alimentação entre os estágios.

Abaixo o vídeo do teste de funcionamento.




Supersolda eletrônica tem propriedades térmicas e elásticas sem paralelo


Uma placa de supersolda (em cima) e sua estrutura de nanofios (embaixo), vista com uma ampliação de 2.500 vezes.


Supersolda

Na eletrônica, a solda não serve apenas para conectar mecanicamente os componentes. Na verdade, uma de suas funções mais importantes é transferir o calor para longe dos componentes críticos. Com as temperaturas nos processadores de computador atingindo mais de 100° C, essa função de dissipação de calor tornou-se mais crucial do que nunca.

No entanto, como tudo o mais no campo da eletrônica, as soldas convencionais estão atingindo o limite de sua capacidade de conduzir calor eficientemente ao longo de uma longa vida útil, tornando a dissipação de calor um fator limitante para o desenvolvimento dos circuitos e aparelhos. Para superar essa limitação está nascendo o que os engenheiros chamam de "supersolda".

Material de interface termal

O professor Sheng Shen, da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, chama a criação de sua equipe de "material de interface termal" (MIT) - um material que desempenha o mesmo papel mecânico das soldas convencionais, mas com o dobro da condutividade térmica das soldas de última geração. O segredo para tanta eficiência está não exatamente nos materiais - os bem conhecidos cobre e estanho -, mas na sua forma, dispostos em matrizes de nanofios.

"Os nanofios são crescidos a partir de um gabarito, como um molde, usando pequenos poros. É a tecnologia dos chips usando a galvanoplastia, crescendo uma camada de cada vez, do mesmo jeito que você cobre um fio elétrico mergulhando-o no eletrólito," explica Shen. O resultado é uma matriz de nanofios com propriedades térmicas notáveis, sem paralelo com qualquer material de solda atual.

E a supersolda ainda tem outras vantagens, como uma conformidade extraordinária - ou elasticidade -, comparável com a da borracha ou outros polímeros. Isso é importante porque as peças que a solda conecta se expandem e se contraem quando aquecidas, muitas vezes em taxas variáveis entre duas partes de composições diferentes.

Limite desconhecido

A equipe comparou uma montagem supersoldada contra uma montagem de solda convencional de estanho. Enquanto a solda convencional começou a diminuir em condutância térmica após menos de 300 horas de ciclagem, a supersolda continuou a operar no pico de condutância térmica após mais de 600 horas. Na verdade, ela se saiu tão bem que seus limites exatos ainda foram determinados.

"Nós sabemos que ela podia ir adiante," disse Shen. "A única razão pela qual terminamos o experimento foi porque precisávamos publicar o artigo!"


domingo, 19 de agosto de 2018

Revista Radioamadorismo em fascículos

Quero aproveitar para deixar o link do blog de um amigo que está editando e publicando uma revista voltada para o radioamadorismo e está disponibilizando gratuitamente as edições no seu blog, fica a dica pra quem gosta do assunto.

Revista Radioamadorismo em fascículos

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Criada calculadora que faz contas usando apenas luz


Toda a técnica de fabricação consiste em cruzar os dois tipos de nanofios, para que eles possam interagir com a luz, cada um à sua maneira.



Calculadora de luz

As calculadoras digitais foram uma das primeiras "maravilhas da eletrônica" que a miniaturização colocou nas mãos da maior parte das pessoas. Agora, conforme caminhamos da eletrônica para a fotônica - a computação que usa luz em vez de eletricidade -, já podemos contar com as primeiras versões de luz desses dispositivos tão práticos.

A primeira calculadora totalmente óptica - que funciona apenas com luz - acaba de ser fabricada por He Yang e seus colegas da Universidade de Aalto, na Finlândia. Ela ainda não está pronta para ir para as prateleiras, mas a demonstração da fotônica realizando todas as operações lógicas, os blocos básicos de toda a computação, mostra que há de fato um caminho de luz pela frente.

Fotônica com semicondutores

Para construir a calculadora, Yang sintetizou dois tipos de nanofios semicondutores, um de fosfeto de índio (InP) e outro de arseneto de alumínio-gálio (AlGaAs). Os nanofios são tão finos que se comportam como estruturas unidimensionais, funcionando como minúsculas antenas para a luz.

O passo essencial é "pentear" os nanofios depois que eles são sintetizados, o que permite estabelecer os cruzamentos entre eles para permitir que a luz de cada um interfira na luz do outro, a fim de executar os cálculos. "As estruturas unidimensionais e de barra transversal são o núcleo de nossos cálculos porque permitem que a luz de entrada escolha com qual nanofio ela interage - ou com o fosfeto de índio ou com o arseneto de alumínio-gálio," explicou Yang.

Dependendo da entrada - neste caso a direção da luz polarizada linearmente e seu comprimento de onda - os nanofios interagem ou não com a luz. Na prática, isso é semelhante ao funcionamento das antenas usadas nos antigos receptores de rádio: Eles só recebem sinais quando apontam na direção ideal, tipicamente para cima. Como a resposta dos diferentes nanomateriais é diferente, a saída de luz da estrutura de nanofios pode ser chaveada com diferentes comprimentos de onda e direções da luz para a realização das operações lógicas - por enquanto, a calculadora fotônica só faz adição e subtração.


segunda-feira, 23 de julho de 2018

E-book [2]





Este cristal pode tirar o calor dos computadores


O cristal inusitado será útil para a eletrônica de potência.



Arseneto de boro

Um cristal cultivado a partir de dois elementos minerais relativamente comuns - boro (B) e arsênio (As) - demonstrou uma condutividade térmica muito mais alta do que qualquer outro semicondutor ou metal atualmente em uso, incluindo silício, carbeto de silício, cobre e prata. Ninguém pensara ser possível aproximar-se tanto da excelência termal do diamante com um cristal tão simples sintetizado em escala macroscópica - ele "muda tudo no estudo da condutividade térmica", disseram Fei Tian e seus colegas da Universidade de Houston, nos EUA.

O diamante é o melhor material natural para a condução de calor, mas ele tem suas desvantagens: é caro e é um isolante elétrico. E, quando usado juntamente com um componente semicondutor, o diamante se expande a uma taxa diferente daquela do semicondutor quando o circuito se aquece pelo funcionamento normal, o que danifica o circuito. Assim, a descoberta desse novo cristal - BAs - tem o potencial de se tornar uma solução para uma série de desafios tecnológicos, incluindo a refrigeração de circuitos eletrônicos e nanodispositivos.

"A dissipação de calor é crucial para a eletrônica de alta densidade de potência. Portanto, materiais com alta condutividade térmica são necessários para servir como substratos," disse a professora Shuo Chen.


Condutividade térmica

A condutividade térmica é medida em watts por metro-kelvin (Wm-1K-1), que indica a quantidade de calor que pode passar através de um material com um metro de comprimento quando a diferença de temperatura de um lado para o outro é de 1 grau Kelvin. O cristal de arseneto de boro sintetizado pela equipe tem uma condutividade superior a 1.000 Wm-1K-1 a temperatura ambiente. Para comparação, o cobre tem uma condutividade de cerca de 400 e diamante tem uma condutividade térmica de 2.000 Wm-1K-1.

Tentativas anteriores para sintetizar o arseneto de boro resultaram em cristais medindo menos de 500 micrômetros - pequenos demais para aplicações práticas. Fei Tian e seus colegas obtiveram cristais de 4 x 2 milímetros e 1 milímetro de espessura. Segundo a equipe, cristais maiores poderão ser produzidos aumentando o tempo de cultivo além dos 14 dias utilizados neste experimento.

Antes disso, porém, eles planejam usar os cristais já prontos para testar seu rendimento ao longo de circuitos de silício.

domingo, 10 de junho de 2018

E-book [1]

Recebi uma contribuição bem legal de livros, vou dividir em duas partes para a postagem não ficar grande.




 

domingo, 6 de maio de 2018

Eletrônica de diamante funciona a quase 400º C


A equipe desenvolveu uma técnica que permite fazer uma interface entre vários óxidos semicondutores e os diamantes.



Eletrônica de potência com diamante

No ano passado, uma equipe do Japão construiu o primeiro chip feito com transistores de diamante. Chips de diamante são promissores para aplicações em eletrônica de potência e em ambientes extremos, como no espaço ou em equipamentos no interior de usinas e fábricas. Por exemplo, quando os geradores de turbinas eólicas e painéis solares transferem sua energia para a rede, quase 10% da energia é perdida somente nos sistemas de conversão, porque a eletrônica de silício não é muito eficiente para lidar com altas potências.

Agora, Jiangwei Liu e sua equipe construíram um circuito chave da eletrônica de potência usando seus transistores de diamante hidrogenado. O circuito funcionou plenamente na faixa dos 300º C - ele só parou de funcionar a quase exatos 400º C. Para comparação, um circuito atual, feito com componentes de silício, parou de funcionar a 150º C. O circuito testado - uma porta lógica NOR - também é largamente usado em computadores e outros aparelhos.

Com os dados do experimento, a equipe afirma que irá trabalhar nos óxidos isolantes usados nos componentes de diamante, que parecem ser o elo fraco do circuito - foi neles que ocorreu a falha que fez o circuito parar de funcionar. O objetivo é chegar a circuitos capazes de operar com até 2.000 volts a 500º C, antes de partir para a viabilização da fabricação em escala industrial.

"O diamante é um dos materiais semicondutores candidatos para a próxima geração da eletrônica, especificamente para melhorar a economia de energia. É claro que, para alcançar a industrialização, é essencial desenvolver pastilhas de diamante com dimensões de polegadas e outros circuitos integrados baseados em diamante," ressaltou Yasuo Koide, membro da equipe.


domingo, 4 de março de 2018

Grupos no Facebook

Eu tinha avisado vocês sobre a página do blog que criei no facebook, mas depois de um tempo eu acabei saindo do face e excluindo minha conta.
Esse ano resolvi voltar e aproveitei para criar um grupo chamado Eletrônica na Veia para discutir assuntos relacionados a eletrônica e tirar dúvidas sobre os assuntos postados no meu canal do youtube.

Por isso venho aqui convidar a todos os leitores do blog que tenham conta no facebook para participar do grupo.

Também participo de um grupo sobre revistas de eletrônica, mas esse não fui eu que criei, a pessoa que criou me colocou como administrador por causa do blog e também convido vocês a participarem dele pois podem receber links de revistas estrangeiras por lá antes que eu coloque aqui no blog.

Os links dos grupos estão na barra lateral um pouco abaixo dos links das revistas.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Memoristor bate recorde armazenando 128 bits


Os memoristores são a base de processadores que poderão funcionar de forma mais parecida com o cérebro humano.



Eletrônica pós-transístor

Se os memoristores já não fossem promissores o suficiente - eles são comumente chamados de "sinapses artificiais" - agora se descobriu uma maneira de aprimorar as capacidades dessa nanotecnologia emergente que está viabilizando uma nova geração de eletrônicos. Esses componentes eletrônicos emergentes são mais do que uma alternativa mais simples e menor para o transístor, que é a base de toda a nossa eletrônica. Como têm a capacidade de alterar sua resistência, lembrar-se dos dados que o atravessaram antes e armazenar múltiplos estados de memória, eles estão se tornando a base da computação neuromórfica, ou seja, mais parecida com o cérebro. A propósito, eles já estão até ameaçando deixar a computação quântica para trás.

Agora, Spyros Stathopoulos e seus colegas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, alçaram o memoristor a um novo nível de desempenho mexendo em seus materiais componentes.

Memoristor com 128 bits

Enquanto um transístor consegue guardar um bit - 0 ou 1 - os memoristores retêm os dados "lembrando" a quantidade de carga que passou por eles anteriormente por meio de mudanças em sua resistividade. Isso significa, entre outras coisas, que cada componente pode guardar mais do que um dado - além de não perderem o dado quando o computador é desligado. Stathopoulos demonstrou agora uma nova tecnologia de memoristor que pode armazenar até 128 estados de memória discerníveis por componente - quase quatro vezes mais do que já havia sido demonstrado até agora.

Ele alcançou esse nível de desempenho selecionando a melhor configuração de materiais óxidos funcionais - o componente central que dá ao memoristor sua capacidade de alterar sua resistência. As melhores opções encontradas foram bicamadas formadas por dióxido de titânio e óxido de alumínio (TiO2AlxOy) e dióxido de titânio e óxido de tungstênio (TiO2WOx). "Esta é uma descoberta realmente emocionante, com implicações potencialmente enormes para a eletrônica moderna. Os memoristores são uma tecnologia chave para os chips de próxima geração, que precisarão ser altamente reconfiguráveis robustos, escaláveis e eficientes em termos de energia. Ao mesmo tempo, esta tecnologia é ideal para desenvolver hardwares inovadores que possam aprender e se adaptar de forma autônoma, de forma muito parecida com o cérebro humano," disse o professor Themis Prodromakis, coordenador da equipe.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Esquemas de rádios e autorrádios Philco

Esse livro contém muitos esquemas de rádios e autorrádios Philco, principalmente aqueles autorrádios que possuem a faixa dos 49m e que é possível modificar para ouvir os 40m.

Quero deixar um agradecimento especial ao Gilton Filho que digitalizou e permitiu que eu compartilhasse no blog.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Fios reconfiguráveis evitarão que processadores fiquem obsoletos


Os experimentos dos componentes reconfiguráveis foram feitos no material ferroelétrico manganeto de érbio



Hardware atualizável

Que tal atualizar, em vez de substituir, circuitos eletrônicos obsoletos no interior dos chips?

Se esta tecnologia já estivesse disponível, enfrentar o recém-descoberto e desastroso bug em todos os processadores de computador do mundo seria uma tarefa bem mais rápida e mais barata. A boa notícia é que hardwares verdadeiramente reconfiguráveis não são mais assunto de ficção, conforme demonstraram Julia Mundy e seus colegas da Universidade de Cornell, nos EUA.

Julia construiu seu circuito reconfigurável tirando proveito das propriedades eletrônicas incomuns das paredes de domínio, as interfaces entre materiais com diferentes tipos de ordenamento elétrico. Aplicar uma tensão elétrica a uma interface dessas permite alterar o ordenamento elétrico, fazendo com que as paredes do domínio se movam.

Isto significa que as paredes podem ser construídas, movidas e apagadas sob demanda, permitindo usá-las para construir os componentes dos circuitos eletrônicos reconfiguráveis. Usando nanofios, a equipe conseguiu criar "canais" para o fluxo de elétrons medindo apenas um nanômetro de diâmetro, o que significa que a tecnologia atinge patamares de miniaturização bem maiores do que a alcançada pelo estágio atual da tecnologia de silício.

A aplicação de uma tensão altera reversivelmente o canal de isolante para condutor, o que pode ser usado como os 0s e 1s de uma memória ou as chaves básicas de um transístor A equipe promete a seguir a construção de um transístor no qual a porta será a própria parede de domínio.